Publicado em De Verso em Prosa

ME ESQUECEU

Me esqueceu.
Deve estar entristecida,
Talvez enfurecida,
Algo aconteceu.

Me esqueceu.
Nas curvas da estrada,
Na porta de entrada,
Se foi e emudeceu.

Me esqueceu.
Na noite fria insegura,
No chão da amargura,
O dia escureceu.

Me esqueceu.
Mas quem sabe um novo amanhecer,
Um novo reconhecer,
Volte o que se foi e não morreu.

Tony Gomes
19/09/2017

Copiar pode, creditar o autor, também. 😉

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Publicado em Cousas Minhas

EU E MEUS SONHOS LOUCOS 14

Esse sonho foi um daqueles que acaba com a infância do caboclo.

O lance é o seguinte, um amigo meu de longa data vinha aqui em casa com o notebook dele para invadirmos o submundo da internet. Sabem aqueles locais que vira e mexe são notícias com o vazamento de nudes e/ou vídeo “erótico” de alguma atriz famosa ou coisas do tipo? Esses locais aí.

Pois bem, a gente entrava em um, e acabava conseguindo acesso a arquivos proibidos da Disney. Segundo o local lá, o arquivo continha uma série de esboços de desenhos no papel, e de pequenos vídeos, feitos pelo próprio Walt Disney quando era vivo, mas que nunca foi exibido por conter material impróprio.

Mas é aquela coisa, quem tá na chuva é pra se molhar, e nós baixamos o tal arquivo pra ver. Confesso que não lembro de muita coisa, mas era uma montanha de fotos antigas de desenhos em papéis, imagens sem nexo nenhum, e alguns vídeos curtos, e um desses vídeos nós abrimos.

O vídeo, em preto e branco, sem áudio nem música, já começava com Mickey, Minnie, Donald e Pateta presos numa caverna. Não havia nenhuma explicação dos motivos deles estarem ali, e as cenas se passavam bem rápido, mostrando uma contagem de dias, onde os quatro tentavam se virar para se manterem vivos e mostrando que eles estavam enlouquecendo. Cerca de cinco meses depois, Donald era o que mais demostrava estar completamente perturbado, e com ciúmes de Mickey e Minnie sempre juntos, ele enlouquecia de vez.

Num dado momento do vídeo ficava claro que havia um revezamento dos 3 “rapazes” para procurar comida, sempre em duplas: Mickey e Donald; Donald e Pateta; Mickey e Pateta. Num desses dias, na vez do Mickey e Pateta saírem para procurar comida, Donald ia atrás da Minnie com uma cara mais parecida com a de um psicopata do que a do pato ranzinza que conhecemos. Ele pegava a Minnie, usava seu chapéu para tapar a boca dela, e a estuprava várias vezes!

Tipo, oi??????

Donald: O Pato Psicopata!

Minnie se isolava, e virava alvo do Donald sempre que eles ficavam sozinhos. Algumas vezes ela parecia implorar para ir junto com Mickey e Pateta, e outras vezes ela se ajoelhava como se estivesse agradecendo por ser o dia do Donald ir sair para procurar comida.

Cansada de ser estuprada de dois em dois dias, Minnie bolava um plano, e conseguia fazer uma pequena fogueira dentro da caverna. Donald chegava para estuprar a Minnie novamente, mas a namorada do Mickey matava o Donald na base da pedrada!

Quando Mickey e Pateta voltavam, Minnie já tinha preparado um delicioso pato assado!

OOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIII???

Sem comentários!

A fome devia estar enorme, nem Mickey nem Pateta reclamavam, e os três detonavam o assado de Pato Donald.

Como se não bastasse, o vídeo acabava com a caveira dos três, do lado dos ossos que imagino ser os restos do Donald.

Pois é!

É claro que algo assim não deve existir, é muito bizarro pra acreditar, hahaha, mas existe um desenho da Disney que dizem que foi banido por ser sobre o nazismo ou algo do tipo.

Vôte!

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EU E MEUS SONHOS LOUCOS 13

Enquanto isso, no sonho da última noite, sonhei que eu era uma espécie de John Constantine do mundo real. Eu sentia, ouvia, via, conversava, e até tocava, em vários sentidos, seres que ninguém devia ver, seja pro lado bom (anjos), seja pro lado ruim (demônios), mas diferente de Constantine, eu não era um “caçador de seres das trevas” ou algo do tipo, só alguém amaldiçoado.

O desmantelo começou comigo saindo de um cemitério, no meio da madrugada, e pegando um Bacurau, o ônibus das madrugadas aqui do Recife. Quando subi, de imediato vi um trio de drag queens se divertindo no fundo do ônibus com um par de repentistas cantando. Casais se beijavam em vários assentos e alguns bêbados dormiam sentados. Vi uma vaga livre, e fui me sentar, ficando surpreso ao ver que a outra vaga estava ocupada por um amigo meu que não vejo a mais de dez anos, mas que, no sonho, parecia saber dos “poderes” que eu tinha, e logo me perguntou de onde eu estava vindo. Respondi que tinha passado a noite com uma Súcubo chamada Vivi Capetinha (hahaha) que fazia coisas que o diabo gosta (!!!!!!!!!!!!!), e apesar de ter falado os detalhes no sonho, não preciso dizer aqui, não é verdade? Hahahahaha.

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Imagem meramente ilustrativa de Vivi Capetinha.

Depois de um breve relato de como Vivi Capetinha era encapetada (!), passei a ver, dentro do ônibus, pequenos diabinhos que conheço por Imp, mas não sei se existe tradução para esse nome. Enfim, os diabinhos voavam e giravam em torno das pessoas do ônibus, como se estivessem enfeitiçando a galera, e tão logo acabaram, um dos casais que estavam se beijando começou a discutir do nada. Um outro casal, esse de duas mulheres, tentou intervir, e recebeu todo tipo de ameaça. As drag queens entraram na confusão, os bêbados acordaram, e logo o ônibus se tornou um ringue e a pancadaria começou.

Meu amigo, que sabia que eu podia acabar com aquilo tudo, pediu para eu intervir, e enquanto a briga rolava no fundo, eu fui pra frente do ônibus, começando a discutir com os Imps, mandando eles irem embora. A cobradora do ônibus ficou assustada, para ela eu estava gritando com o vazio, falando sozinho, e ela achou que eu era maluco, começou a pedir para eu parar, dizendo que eu a estava assustando, e enquanto os Imps riam e a confusão continuava, Vivi Capetinha apareceu voando do lado de fora do ônibus e gritando:

PAREM COM ISSO, CRIANÇAS, RESPEITEM SEU PAI!

É, meus amigos, a casa caiu!

Eu olhava pra Vivi Capetinha voando e ela já estava com uma barriga como se tivesse uns 6 meses de gravidez. O ônibus parava, o motorista mandava os baderneiros descerem e nessa hora Vivi Capetinha entrava, se aproximava de mim, me dava um beijo e dizia: Lá vem mais filhotes, mozão!

Ela ia embora com a tropa de Imps, a confusão do lado de fora do ônibus acabava e eu ficava desolado num Bacurau  parado e vazio.

Lembro de me acordar no meio da madrugada, mas fiquei até com medo de olhar que horas eram, dizem que 3 da manhã é a hora dos demônios, não é? Já pensou se a hora que acordei fossem 3 da manhã?

Tá louco!!

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OBRIGADO, HUGH JACKMAN

 

Era 1999 ainda, numa época que o mimimi nem era chamado assim, e as reclamações com a 20th Century Fox pipocavam pra todo lado numa internet que ainda crescia. O grupo seria misto, e não os originais dos quadrinhos (Ciclope, Fera, Anjo, Homem de Gelo e Jean); As roupas seriam pretas, e não coloridas como nos quadrinhos; Wolverine, que sempre foi o baixinho, peludo e com cara carrancuda seria interpretado por um cara desconhecido do grande público e que tem mais de 1,80 metros.

Sim, o mimimi foi enorme, mas os anos foram passando.

  • X-Men (2000)
  • X-Men 2 (2003)
  • X-Men 3 (2006)
  • X-Men Origens: Wolverine  (2009)
  • X-Men: Primeira Classe (2011)
  • Wolverine – Imortal (2013)
  • X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014)
  • X-Men: Apocalipse (2016)
  • Logan (2017)

São 9 filmes em 17 anos, e o que todos eles tem em comum é aquele ator desconhecido que tantos reclamaram lá em 1999: Hugh Jackman.

É impossível hoje em dia pensar num filme dos X-Men sem pensar em Hugh Jackman como Wolverine.  Ele é a cara do Wolverine, é a alma do Wolverine, é quem lutou por esses 17 anos contra o mimimi dos fãs mais radicais para ser o coração do Wolverine.

Ele É o Wolverine!

O ultimo filme, Logan, é uma obra de arte que parece ter sido feita de fã pra fã, e não duvido que seja isso mesmo, Hugh deve ser um fã enorme do Wolverine, e passou tudo isso para as telas. Não é um filme de super-herói como todos os outros da franquia X-Men, mas uma obra de ação dramática que mostra por A + B que é possível fazer filmes de super-heróis com uma carga pesada de drama.

E não é só isso, durante todo o filme nós temos aquela sensação de “adeus”, de que chegou o fim e nunca mais veremos o Wolverine de novo. Não é bem verdade, é lógico que veremos o Wolverine de novo, mas com outro ator, em outro momento, de um outro jeito. Hugh Jackman se aposenta do herói, despedindo-se nos dando um presente que fez muita gente chorar na seção do cinema onde eu o assisti. Sim, estamos com uma sensação de vazio, mas não podemos deixar de agradecer pelos 17 anos de esforço, dedicação e atenção, até com os fãs cheios do mimimi. Não podemos deixar de agradecer por ele não ter desistido quando as críticas foram pesadas, por não ter desistido quando tantos disseram que o personagem já tinha dado o que tinha que dar, que já estava defasado, que deveria mudar.

Não, nós temos é que agradecer, e muito.

Obrigado, Hugh Jackman.

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EU E MEUS SONHOS LOUCOS 12

Bem que eu avisei que era apenas a calmaria antes da tempestade de sonhos malucos, hahaha 😛

Dessa vez o sonho teve uma pitada de ficção científica pra filme nenhum botar defeito.

O negócio era o seguinte: No sonho, as pessoas andavam com uma espécie de capacete enorme que lembrava muito o capacete usado pelo Dr. Emmett Brown no primeiro De Volta Para o Futuro. Qualquer um que já assistiu esse clássico deve lembrar. Logo que Marty McFly chega ao passado e se encontra com o Dr. Brown ele aparece com esse capacete.

No capacete, que tinham as luzes e todo o aparato que existe no filme, haviam também umas espécies de tentáculos mecânicos que desciam do capacete, quatro tentáculos no total (dois na frente e dois atrás). As pontas dos tentáculos mecânicos tinham uma espécie de ventosa que ficavam grudando pelo corpo da pessoa. O conjunto da obra lembrava um pouco uma água-viva mecânica.

Tentáculos? É claro! Como eu não pensei nisso antes??
Tentáculos? É claro! Como eu não pensei nisso antes??

As pessoas não vestiam roupas, era uma espécie de sobretudo que ia do pescoço até o tornozelo. Não usavam sapatos, eram sandálias, e ninguém tinha cabelo (ou o capacete tapava). Para saber qual o sexo da pessoa era só olhar para o corpo: Os homens eram todos com barbas imensas, e as mulheres, além de não terem barbas, dava para ver o volume dos seios. As crianças, por sua vez, andavam nuas, mas não sei dizer até que idade, só vi crianças de até uns 10 anos no sonho.

Como eu disse, as ventosas dos tentáculos ficavam grudando na pessoa o tempo todo, mas isso só ocorria quando a pessoa estava só. Quando alguém vinha se comunicar, os tentáculos de ambos procuravam se conectar pelas ventosas, e no lugar das pessoas falarem, se comunicavam pelo pensamento. Era muito bizarro, as pessoas ficavam paradas, uma de frente pra outra, conectadas por um tentáculo de seus capacetes. Assim era para quase toda comunicação ou interação social, o único momento em que as pessoas moviam o corpo era para andar ou comer.

Exatamente, só para andar e comer!

Relações sexuais aconteciam em qualquer lugar, a qualquer momento, com qualquer pessoa maior de 18 anos. Os tentáculos se conectavam, as pessoas ficavam se olhando, e no lugar da comunicação, o capacete virtualizava relações sexuais entre os conectados se assim eles desejassem, mas em locais e posições diferentes, dependendo do gosto de cada um. Por exemplo: No sonho lembro de me conectar com uma mulher que conheci num parque, e depois de conversarmos um pouco ela perguntou se eu queria transar. Respondi que sim e acabamos transando. Era como se fosse um sonho (sonho dentro do sonho, que bizarro!), e enquanto eu via nós dois numa praia abandonada, ela via nós dois num quarto de um hotel luxuoso, mas nossos corpos estavam completamente imóveis num banco de um parque. Quando “chegamos lá”, uma onda de choque foi liberada por nossos capacetes, dando a sensação de um orgasmo, os tentáculos se desconectaram, ela se levantou e foi embora.

Pode se dizer que essa foi uma “rapidinha”! 😛

E não era só isso, como cada capacete tinham quatro tentáculos, era possível se conectar com quatro pessoas diferentes. Porém, era possível fazer conexões infinitas de uma maneira bem simples: Se eu estava conectado com quatro pessoas (uma pessoa em cada tentáculo meu), cada pessoa tinha três tentáculos livres, certo? E se elas se conectassem com outras pessoas, todos nós ficávamos conectados!

Se você imaginou extensões de tomadas, é bem isso mesmo!

Era impossível saber se as pessoas estavam apenas conversando pelos tentáculos, discutindo, transando, ou fazendo sabe-se lá o quê, mas o mundo era silencioso, bizarro e chato. Tudo era feito pelos tentáculos e pelo que entendi haviam limites na cidade que você podia ir (por isso não haviam carros ou meios de transporte, o que deixava o mundo silencioso). Era como se você não pudesse sair do seu bairro, e toda sua vida seria presa lá, mesmo que o capacete lhe desse a sensação de que você viajava para outros países e etc.

O “bairro” onde eu estava tinha uma espécie de fábrica enorme, imagino que todo mundo do bairro trabalhava ali (e que todos os bairros tinham uma coisa dessas), mas não sei dizer o que faziam pois no sonho não cheguei a entrar.

Existiam casamentos, mas eram bem fora do tradicional. O casal que decidia por isso tinha que ir num local específico e ganhava um bloqueio no seu capacete que o impedia de ter “relações sexuais” com os outros, porém, como cada um tinha uma visão diferente na hora do sexo, nada impedia que a mulher se imaginasse transando com um ator famoso enquanto o homem se via com uma cantora, entenderam? Haviam casais homossexuais e heterossexuais, mas não existia adoção. Se decidissem ter filhos, o casal heterossexual tinha que ir numa maternidade para que máquinas coletassem o esperma do homem e inserissem na mulher. Não havia penetração, era como se fosse um tubo de sucção que ficava no homem e quando o cara gozava o tubo jogava direto na mulher!

No caso dos casais homossexuais, quando eram dois homens, o casal tinha que procurar o setor de alugueis de barriga da maternidade. Já se fossem duas mulheres, elas decidiam quem iria engravidar e uma máquina pegava o esperma congelado de uma pessoa aleatória num banco de dados da própria maternidade. O caso de duas mulheres era interessante, era o único caso em que um casal podia ter dois filhos pois as duas podiam engravidar. A natalidade era altamente controlada e dependia de um cálculo que não vou saber explicar (imagino que algo relacionado a mortalidade), mas lembro de letreiros mostrando que naquele ano podiam nascer 15 crianças, e quando uma nasceu (a minha por sinal! hahaha), o letreiro diminuiu para 14 no ano.

Sinistro!

Para completar, as mulheres grávidas ficavam numa espécie de hibernação na maternidade e só voltavam a ter “vida” (se é que pode se dizer que isso é vida) depois que os bebês paravam de mamar e ganhavam seus capacetes. É como se a mulher dormisse no processo de engravidar que expliquei, e só acordassem com um bebê de pouco mais de 1 ano do lado. Durante os primeiros anos da vida do bebê, a maternidade era a casa da família.

Medonho!

Sim, foi bem detalhado, e eu passei por várias experiências durante esse meu sonho muito louco. Transei com a mulher no meio do parque, me casei com outra mulher (que é minha amiga de verdade, hahaha), tivemos uma menina nesse esquema sinistrão e etc… Lembro que quando eu acordei nossa menina estava fazendo 5 anos e estava bugando o sistema do seu capacete, pois estava começando a questionar sua liberdade, coisa que os capacetes impediam de fazer.

Uma pena que acordei antes de saber o que ia acontecer, mas foi um dos sonhos mais loucos que lembro de ter tido!

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EU E MEUS SONHOS LOUCOS 11

Parecia que tinha acabado, que não iria mais ter sonhos sem pé nem cabeça, mas não, era só aquele mormaço antes da chuva, sabem? E quando veio, veio com tudo.

O novo sonho louco, versão 2017, teve a participação especial de Natalie Dormer a Margaery Tyrell da série Game of Thrones.

Pois sem muita delonga, vamos ao sonho.

Começou com Natalie e eu numa casa que parecia que tinha saído de um episódio qualquer de Game of Thrones. Era bem rústica, toda de madeira velha, com uma lareira enorme, vários quartos e……. Uma TV! Pois é, a TV quebrava todo o cenário medieval, e estávamos justamente vendo TV, em cima do que parecia ser uma série de cobertores, deitados no chão mesmo. A julgar que estávamos de conchinha, era óbvio que fazíamos um casal.

Quer dizer que você sonhou que estávamos nus e eu sentando no seu "trono de ferro"? Aham.... Valar Morghulis!
Quer dizer que você sonhou que estávamos nus e eu brincava de sentar no seu “trono de ferro”? Aham…. Valar Morghulis!

Pouco tempo depois, saímos para um dos quartos. Confesso que não me lembro bem do quarto, a não ser da cama. Completamente fora de qualquer padrão que eu já vi, a cama era gigantesca, deviam caber umas 10 pessoas fácil, e assim que pulávamos na cama, as roupas magicamente sumiam, e, bem…. Digamos que ela começou a brincar de sentar no trono de ferro!

Errr… Não precisa de maiores detalhes, não é?

O fato é que a “brincadeira” durava dias… DIAS!! hahaha… E quando a gente saia do quarto, os pais dela  (OS PAIS DELA!!estavam assistindo TV, mais especificamente Indiana Jones! Era como se fosse tudo muito normal, assim que aparecemos, a mãe de Natalie foi pra cozinha e ela a seguiu, enquanto eu sentava com o “sogrão” e fazíamos uma aposta para acertarmos qual a versão do filme. Ele apostava em “Indiana Jones e a Última Cruzada”, enquanto eu ficava com “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, apostando nos cabelos brancos de Harrison Ford. Natalie voltava, olhava a TV, sentava no meu colo e dizia: “Vocês estão errados, é Indiana Jones e o Círculo de Fogo!

Enfatizei o título para deixar de lembrança, vai que é uma previsão do título do quinto filme, que sai em 2019.

Quando enfim o filme começava, Natalie estava certa. Eu e o “sogrão” pagávamos a aposta com umas notas de dinheiro bem estranhas, eram escuras e feias, mas deixavam Natalie toda feliz. Ela então me chamava para tomar banho, eu concordava e ia com ela, sob o alerta do “sogrão” de que “os filhotes estavam soltos!”

Como se não bastasse toda a loucura do sonho, um monte de crocodilos enormes, algo em torno de uns 10, perambulavam pelo lado de fora da casa. Passamos por eles como se eles fossem os cachorros da família, chegando no “banheiro”. Do lado de fora parecia um galpão, e quando eu abria a porta, saíram três rinocerontes enormes!

Tá bom ou quer mais? hahaha

Finalmente, entrávamos no “banheiro”, e eu via uma espécie de piscina gigante. Entrávamos na água, que fumaçava de tão quente, e assim que começávamos novas “brincadeiras”, uma legião de moleques começou a pular na piscina, gritando “papai” comigo  e “mamãe” com Natalie. Eram os “filhotes soltos” que o “sogrão” tinha alertado. E eram muitos, mas muitos mesmo! Começávamos a rir e a brincar com a molecada, que perguntava quando iríamos fazer novos irmãozinhos enquanto Natalie dizia que estávamos providenciando “uma nova leva”.

Uma nova leva“!!!!! É um coelho, é? hahahaha

Pouco tempo depois eu acordei, e se me olhasse no espelho estaria com aquela cara de “que diabos foi isso?”. Se você é uma dessas pessoas que sabem interpretar sonhos, deixei aí seu comentário tentando explicar essa loucura.

Mas querem saber, não é que Natalie Dormer lembra uma coelhinha mesmo? 😛

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DIREITOS AUTORAIS: O PROBLEMA DA MARVEL NOS CINEMAS

Veja se alguma dessas frases ou perguntas você já fez ou já leu por aí:

Queremos Vingadores vs X-Men!

Por que não temos os X-Men nos filmes dos Vingadores?

Onde estão os mutantes nos filmes da Marvel e dos Vingadores?

Queremos Deadpool com os Vingadores!

Onde está o Quarteto Fantástico nos filmes da Marvel e dos Vingadores?

Se você já fez ou leu uma dessas perguntas (dentre tantas outras), você caiu no problema dos Direitos Autorais que tanto perturba a MCU (sigla de Marvel Cinema Universe, que no Brasil é conhecida por UCM – Universo Cinematográfico da Marvel) e para tentar fazer com que você entenda (caso não entenda o que acontece, ou nem sequer saiba o que está acontecendo), seu amigo Tony explica.

Lá pelo meio da década de 90, a Marvel Comics passou por uma crise financeira tão grande que quase fechou suas portas. Qualquer fã de quadrinho da Marvel daquela época sabe disso. A Image Comics, empresa que tinha alguns monstros sagrados como Todd McFarlane, Jim Lee e Marc Silvestri, estava bombando com os quadrinhos do Spawn, Witchblade, The Darkness, Gen¹³, entre outros, e a dor de cabeça, tanto pra Marvel, como para a DC, foi enorme, porém, quem sofreu mais foi a Marvel.

O fato é que, para não fechar as portas, a Marvel vendeu os direitos de alguns heróis de peso para a indústria cinematográfica, espalhando os personagens entre as produtoras, com destaque para o Homem-Aranha, que ficou com a Sony, e os X-Men e o Quarteto Fantástico, com a Fox. Naquela época, filmes baseados em quadrinhos não tinha a força que tem hoje, e era raro aparecer um, até o sucesso (em relação ao seu custo) de “Blade: O Caçador de Vampiros”. Foi aí que a coisa começou a mudar, as produtoras perceberam que os filmes de heróis podiam dar algum lucro, e alguns anos depois a Fox lançou o primeiro filme dos X-Men, tendo um ótimo retorno, e em 2002 foi a vez da Sony com o Homem-Aranha. Pronto, daí para frente todo mundo conhece a história, a Marvel estourou seus filmes, emplacando um sucesso atrás do outro (mesmo que alguns desconheçam que a Marvel ainda estava quebrada, pedindo um empréstimo para fazer seus primeiros filmes, e o primeiro Homem de Ferro foi um verdadeiro tiro no escuro) e depois a empresa foi vendida para a Disney, que passou a cuidar da distribuição dos filmes enquanto a Marvel criou a produtora Marvel Studios.

O que acontece é que, com a venda dos personagens na época da crise, a Marvel NÃO detém os direitos cinematográficos dos personagens que vendeu. Sim, é muito estranho, eu sei, já que X-Men e Quarteto Fantástico são da Marvel Comics, e pensar que seus personagens não pertencem a ela nos cinemas é algo bizarro.

O caso do Homem-Aranha, que apareceu no filme “Capitão América: Guerra Civil”, é um caso à parte. Depois da primeira trilogia, com Tobey Magurie, a Sony tinha planos para um reboot do cabeça de teia em uma nova trilogia (que chegou a ter dois filmes, O Espetacular Homem-Aranha 1 e 2), e também planos de filmes derivados, que seriam os filmes do Sexteto Sinistro e um filme solo do Venom. Porém, com o pouco sucesso dos dois “Espetacular Homem-Aranha”, Marvel e Sony entraram num acordo, onde a Marvel utilizaria o Homem-Aranha, e a Columbia (subsidiária da Sony) distribuiria os filmes solo do amigo da vizinhança. Ou seja, no filme solo Homem-Aranha, a produção será da Marvel Studios, e a distribuição NÃO será da Disney.

Já no caso dos mutantes, os principais personagens NÃO podem ser usados pela Marvel Studios, eles pertencem a Fox. Um ou outro, cujo direito não pertence a ninguém é que pode ser usado. O melhor exemplo de personagem que está no “limbo cinematográfico” é o do mutante Mercúrio, que apareceu em “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido” e “X-Men: Apocalipse”, e também em “Vingadores: Era de Ultron”. Notem que os dois X-Men são da Fox, enquanto Vingadores é da Marvel, mas Mercúrio apareceu nos dois!

E o caso do Mercúrio não acaba por aí, a Marvel NÃO pode usá-lo como um mutante e não pode dizer que ele é mutante. Sentiu a loucura? Essa questão é tão polêmica que para a Marvel se adaptar, Wanda (Feiticeira Escarlate) e Pietro (Mercúrio) tiveram mudanças, e agora, nos quadrinhos, eles são Inumanos, e não mais mutantes!! Ou seja, Wanda e Pietro, nos filmes da Marvel (e também nos quadrinhos), são Inumanos!

Toda essa situação de direitos autorais também se aplica ao Quarteto Fantástico (Fox) e Deadpool (Fox). É mais fácil termos um encontro entre o Quarteto Fantástico (Fox) com os X-Men (Fox) do que com os Vingadores (Marvel). Se você entendeu direitinho, já percebeu porquê temos dois mutantes (Colossus e Míssil Adolescente Megassônico) no filme do Deadpool, e se está por dentro das notícias, deve saber que Deadpool 2 terá, no mínimo, mais dois mutantes (Cable e Dominó), enquanto rumores dizem que Deadpool 3 será com um novo time dos X-Men. Ou seja, a Fox está trilhando um caminho idêntico ao da Marvel e irá juntar seus heróis num filme só daqui a alguns anos.

E o que isso significa?

Que não teremos mutantes no Universo Cinematográfico da Marvel nem tão cedo!

E como resolver isso?

É sabido que alguns heróis que não deram muito certo nos cinemas, como o Motoqueiro Fantasma, Demolidor e Justiceiro devem voltar para as mãos da Marvel em breve, pois eles estão tentando recupera-los. Porém, heróis como os X-Men, que ainda dão muito dinheiro, e Deadpool, que fez um enorme sucesso, dificilmente sairão das mãos da Fox. Então, a única opção que vejo é a Marvel/Disney tentar firmar um acordo com a Fox, do mesmo jeito que fez com a Sony, que detém os direitos do Homem-Aranha.

Complicado e confuso, não é? Eu sei, mas infelizmente é isso que ocorre, e a não ser que aconteça algum milagre, X-Men e Vingadores vão ficar separados.

Uma pena.